encontros…

fachadacasa.jpgO núcleo de ciberliteratura da Escola Livre de Literatura de Santo André se reúne em 01 de agosto de 2006 entre 19h e 20h30 na Casa da Palavra.

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publicando…também!

Mais dois endereços de publicação de participantes do núcleo de ciberliteratura:

Pafundi

http://hpafundi.wordpress.com 

Gerber

http://gerberdsa.wordpress.com/

Aloisio

http://aloisio.wordpress.com/

publicando…

Clique nas imagens abaixo para conhecer as publicações dos participantes do núcleo de ciberliteratura.

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Email-Literatura

O debate sobre a frieza de uma mensagem eletrônica em nossa oficina cessou não dentro de um choque de idéias, mas sim com a prática.
Comprovem a seguir na troca de emails entre Aristides Teodoro e Jô Barranova

Jo

Alô, grande JÔ,sertaneja de Curiapeba, estou no grande sertão, correndo atrás de bois, matando onças e brigando com jagunços. Jô, o sertão é um paraíso, onde como dira o grande João Guimarães Rosa, ‘onde manda quem é mais forte’ – JÔ, venha ver o sertãode perto, quero te mostrar toda a minha Curiapeba e as suas redondezas. Terra de cabras de cabvelos nas ventas.

Com o abraço amigo do jagunço Aristides Theodoro
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Ontem em minha escrivaninha visitei o nordeste “atraída pela beleza
da região diamantífera”. Estive em Curiapeba, a fim de visitar uma
igreja muito curiosa “Jesus virá”. Não sei se você conhece, fica
perto da praça das Boiadas. Enfim, gente curiosa é essa de Curiapeba.
Diverti-me demais com o João Xexéu “martelando seu Luiz XV” pelas
ruas rumo ao sertão alto.

Tem de tudo naquela cidade, mas senti falta de alguém, amigo. Não
encontrei você. Andei por todas as ruas, praças e contos. Perguntei
aos moradores, aos personagens, (não deixei de passar em frente da
venda da negra Ostoporina, para ouvir os desaforos do papagaio
falador, é claro).

Que distração a minha. Depois de tanto andar, percebi que você estava
sim por lá. Não em um canto apenas, mas em todos os lugares, nos
personagens, situações e nas brigas de jagunços que a toda hora
acontecem naquela cidade.

Guardei você na estante da minha escrivaninha. Certa de que, toda vez
que estiver à procura de bons causos sertanejos e estórias gostosas
de ler, preciso apenas ir até lá e contar com você.

Você não sabe quanto orgulho sinto toda vez que se senta com a gente
para dividir um pouquinho do muito que aprendeu nos livros e na vida.

A gente se encontra no sábado novamente, espero. Um grande abraço.
Jo

Tia Fia & sua história com a literatura

Maria Aparecida Barreto, a Tia Fia tem 76 anos e começou a escrever ‘há pouco’, como nos disse num de nossos encontros.
Tia Fia voltou a estudar aos 58 anos e há três, estimulada por uma professora, participa das atividades da Casa da Palavra.
Esteve por 2 dias na Faculdade da 3a. Idade na Faculdade Coração de Jesus (Santo André) e deixou de lado para participar da Escola Livre de Literatura. ‘Na faculdade era computação e a literatura é mais importante’ – declarou

“Quero escrever, contar histórias, poesia. Literatura é o meu caminho, o que eu quero desvendar. Uma escolha inocente” – Tia Fia

Conversas do núcleo

:::Tenho problemas com máquinas, pois as sacralizo. Quero tê-las como mais um instrumento para me comunicar
Conceição

:::Não quero computador, minha máquina de escrever ainda me serve muito bem
:::Corrigir textos me dá um prazer quase sexual
:::Com toda tecnologia, não há um grande escritor
Aristides

:::E a relação entre a literatura visual e a arte plástica? O que é o que?
Jo

:::Fiz uma instalação que era um livro objeto, arte plástica mais literatura. Literatura convivendo com a arte plástica e vice-versa.
Neli

:::Há algum tempo atrás, editaram aqui no Brasil um livro sem letras, com todas as páginas em branco, com um título maravilhoso que vendeu muito (vamos pesquisar para saber o título).
Aristides e Neli

Li Tai Pe
:::”O homem para ser homem precisa ser poeta”
:::”Um exemplo vale mais que mil livros”
:::Li Tai Pe morreu afogado tentando beijar a face da Lua

Aristides e Neli

Mãos à obra!

A literatura e seus suportes

Tema: Arco do Tempo
Suportes da Literatura
1. Oralidade

Iniciamos o dia com uma atividade em que nos dividimos em dois grupos para imaginar a literatura nos seus primeiros momentos, quando o suporte era apenas a oralidade. O primeiro grupo apresentou a tese de que a literatura tem sua origem na necessidade de explicações para diversos fenômenos. Daí, portanto viriam as histórias. Casando perfeitamente com a tese do primeiro grupo, o segundo representou um grupo que, sem outro suporte, explicava a oficina Ciberliteratura de forma oral. Claro que a atividade foi contada cheia de vida, com expressões do tipo “num porão de um velho casarão numa praça, algumas pessoas estão se reunindo para discutir e conhecer uma tal ciberliteratura”.
2. Outros Suportes

Após este primeiro momento(e após o café) passamos a pensar os suportes que se seguiram à oralidade até que o tempo nos trouxesse o computador como suporte literário.

“Fale-me sobre o digital” (Aristides Teodoro)

Aproveitando este gancho de nosso querido escritor Aristides, falamos sobre a importância da máquina apenas como um meio. Que, diferentemente de outros tipos de máquinas, feitas sobre as possibilidades físicas, o computador atua com a possibilidade de desenvolvimento do intelecto, do mental. Ressaltamos assim a importância do acesso a todas as ferramentas que a máquina oferece e o porquê de evitar ao máximo limites técnicos na utilização de espaços como o nosso onde se inicia uma ação educativa.

ciberliteratura livre

[[No meio do caminho havia uma pedra…]]
-a pedra figurou como suporte para a escrita durante longo período da humanidade-

[[Há uma ‘rede’ no meio do caminho ]]
-o ciberespaço (espaço virtual da internet) é um novo e transformador suporte da literatura-

Casa da Palavra:

Praça do Carmo,171 – Centro –
Santo André

Informações: 4992 7218 4427 7701
www.santoandre.sp.gov.br
casadapalavra@santoandre.sp.gov.br

Coordenação Elly Chagas